Aura azul
Nom vim vir as suas luzes,
só via vir companhia
e agradável conversa.
Nom vim vir tempestade,
que seu corpo anunciava,
via à Nai adorável.
Se houvera visto bem os seus olhos,
eu estaria cego em ledícia
e rendido à sua imagem divina.
Nom vim vir cravo ardente
que atravessou-me o peito
e ardo sem remédio.
Eu tenho um Sol metido no corpo.
É a sua alma que arde coa minha,
sem dar-se consumido.
Medra-me um Universo de luzes,
imparável reaçom en cadea,
que eu nom vim vir sair dos seus olhos.
Nim vim vir a sua aura azul,
meter-se dentro de mim
para pintar-me o céu.
🌟
Moradelha editora