Presa rendida
*
Deitado na sombra
dum velho carvalho,
sem saber o por que,
eu mirei cara atrás.
Ali estava ela,
estampa serena,
olhando para mim,
a mulher espida.
Cumhas ás de águia,
que paralizou-me.
Quedei como pedra
peneda do Pindo.
Azul era o fondo,
rabioso celeste,
um ceo de rapinha,
eu um espertelho.
E pousei-me aos seus pés,
fum presa rendida.
Estendeu as suas ás
e ardeu o Mundo.
🌟
Moradelha editora