Mirada de amor
*
E quando o amor mira-te
aos olhos fixamente,
estás perdido.
A consciência perdedes
quando por diante vedes,
um ceo aberto.
Onde todo era vazio,
desborda de súpeto,
todo está cheio.
E quedas sem alento,
afoga-te num suspiro,
toleas sem remédio.
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Moradelha editora