Probeza
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Rouvarom-me a vida e fago o que podo
pra nom ir espido e caminhar direito.
Onde queira que miro só vejo egoísmo
e ando emprestado em terreno alheio.
Sem possibilidade de torce-lo,
encadeado ao meu rego e destino.
Sinto que vivo arredor de avareça,
sinto que morro com fame e probeza.
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Moradelha editora